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10 coisas que não contam sobre cultura.Co

Cultura co: Ações simples, mas que fazem toda a diferença no mercado 

E foi dada a largada! Começou a corrida para as empresas começarem a se adequar com um novo formato de relacionamento entre os colaboradores. E bora combinar, né? Depois dessa época hiper conectada, a gente começou a confiar em gente que nunca vimos na vida para poder comprar coisas, para investir dinheiro, se capacitar e se preparar para um novo mercado de trabalho — que ainda nem sabemos como vai ser. 

Tudo isso é muito louco. É dinâmico demais. E, por isso, se adequar ao novo rumo das atividades virou um grande desafio para as companhias. Chegou uma hora que as pessoas vão ter que se adaptar ou então não vão conseguir nem recrutar gente para trabalhar. Porque esse mindset de processos obsoletos, dessa cultura quase paternalista, não vai ter feat com essa nova geração que está entrando no mercado de trabalho agora. E é por isso que precisamos falar de cultura co.

Mas afinal, o que é a cultura co?

Basicamente, é uma combinação de cultura de pessoas com cultura de tarefas. Cada ser humano tem seus próprios objetivos, as suas próprias demandas, necessidades e também o que faz e produz melhor. Então, quando se conhece bem o indivíduo com quem está trabalhando, é possível extrair o potencial maior dele. É aí que começamos a formar o time dos sonhos

Alinhado a isso, quando se trabalha com as tarefas, pode-se fazer uma combinação de times multidisciplinares que têm visões diferentes. Assim, o resultado é um produto final muito mais criativo, inovador e o mais importante: ter a sensação de pertencimento, de trabalho bem feito, entregue e que retroalimenta para poder continuar produzindo cada vez mais e melhor. 

Só que todo mundo acha que para isso é preciso ser a nova sede do Google. Cada espaço livre que aparece, entende que tem que virar o coworking mais hypado do lugar, acreditando que esse processo começa pela arquitetura. 

Pausa dramática aqui. 

Vou te contar um segredo: a bolinha de gude, o pingue-pongue, a piscina de bolinha, a sinuca, a cerveja de graça, não vai fazer ninguém produzir mais e nem melhor. É claro que é possível conseguir reter esse pessoal por mais tempo no escritório, mas isso não quer dizer que você está dando mais qualidade de vida ou impactando o seu resultado final, entende!?

Quando testamos as nossas empresas, a gente tem que entender qual é o melhor mix de produtos para poder alcançar ponto de equilíbrio e, assim, ter o retorno mais rápido. 

Então, anote aí as dez regras da cultura co:

1) Local 

O espaço é importante? Sim. É imprescindível? É. Mas ele não é tudo. 

2) Querer não é poder

É preciso ter perfil, entender que as pessoas não se juntam por si só ou porque querem. Afinal, tem que ter algum interesse, alguma forma de criar um contexto para que isso aconteça (falei mais sobre isso nesse texto).

É preciso ter estímulo e determinação de quem está à frente desse negócio ou projeto de transformação. Não basta só querer. Corra atrás de iniciativas que permitam que as pessoas não apenas se conectem, mas que também as estimulem e permita que se relacionem. 

3) Tal pai, tal filho 

Não tem jeito, algumas coisas você herda mesmo, vem na sua bagagem. Se você é que nem eu, que trabalha há pelo menos 20 anos, foi treinado por empresas que têm hierarquia, processos mais verticalizados, obsoletos, que não se abre ideias e desafios. Ou seja, tem um processo de mudança cultural e vamos combinar que não se faz isso de uma hora pra outra. É uma mudança que demora, no mínimo, 5 ou 6 anos. Inevitavelmente, vamos trazer algumas de nossas referências nesse processo de readaptação. 

Para as novas gerações, eu digo: a galera mais nova quer chegar no topo muito rápido, mas não quer abrir mão de certas coisas e entender o sacrifício de que a gente tem que fazer. Bem ou mal isso também vem de um processo de criação, já é a bagagem da pessoa. Por isso, precisamos ter paciência e compartilhar nossas ideias. 

4) Vulnerabilidade 

Calma aí! Isso não é algo ruim. Vulnerabilidade gera intimidade. E intimidade é o que faz com que os relacionamentos se solidifiquem. Aí que geramos um resultado. Se você é muito transparente, já deixa aberto o que quer, como quer e não fica em cima do muro. Então, infelizmente, não agrada todo mundo. Naturalmente, temos pessoas que amam essa proposta e outras que odeiam. 

5) Discordar não é brigar 

Esse item é imprescindível na cultura co. Você pode concordar e discordar. Aliás, tudo isso pode ser feito de uma forma mega elegante. Com o passar dos anos, começamos a entender que discordar é legal. Podemos acabar encontrando pontos em comum para poder chegar em uma terceira, quarta ou quinta opinião que agrade a todos. No entanto, não se cale. Temos que entender quem são os seres humanos, conhecer as pessoas. 

6) Conheça

Entenda o ser humano, leia as pessoas. Não adianta ser uma pessoa técnica e incrível, se você não conhece o seu time e não sabe como se conecta com o colaborador em um processo produtivo.  Então, quando se entende o porquê das pessoas funcionarem daquela forma, é possível moldar o seu jeito para negociar com ela. E, no final das contas, todo projeto vai ganhar. Portanto, não se esqueça que a personalidade influencia no comportamento do trabalho. 

7) Respeito

Não se pede. Se ganha e se merece. É a confiança que você vai construindo. Não caia naquela pergunta cretina “você sabe com quem está falando?”. Nome, sobrenome ou quem é o seu pai, nunca valeu de nada, isso não vai fazer com que ninguém te respeite. Por isso, se quer que alguém faça alguma coisa, você tem que fazer primeiro. 

8) Time não é família

Claro, porque o time você escolhe. Cada um tem um porquê de estar ali, todos têm um papel. E eu não to falando que um time não possa virar uma família. Calma lá, não é isso. Pode, sim, claro! Mas existe uma estratégia, um plano tático a ser seguido. 

9) Errar é humano 

Às vezes, as pessoas entendem como fraqueza, mas nessa estrutura é a maior coisa que se pode ter. Saiba reconhecer um erro, pedir desculpas e buscar alternativas para se redimir. Errar é humano. Se você não errou é porque você não está fazendo. É natural errar. Exponha as falhas para as pessoas, se desculpe e, assim, você vai conseguir ajudar quem também está passando por isso. E isso traz mais respeito, pois você entendeu qual é o seu lugar naquele contexto. 

10) Foco 

Faz toda a diferença. Tem hora que vamos ter que falar não. Às vezes vai ser para cliente, outras para investidor, chefe ou time. Por isso, é preciso aprender a hora de dizer o não e encarar as consequências. 

Espero ter te ajudado a enxergar o poder da cultura co com essas 10 dicas 😉

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Sobre a autora

Juliana Guimarães é paulistana de coração e brasiliense de carteirinha, participou ativamente do processo de aceleração do movimento empreendedor no nosso quadradinho. Especialista em transformar ideias em negócios viáveis, é co-fundadora do 55Lab.co, o qual nasceu como 4Legal, o primeiro coworking de Brasília, responsável pela tração do ecossistema empreendedor na região.

Além disso, contribui para o artigo: Suênia Dantas.

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