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Mulher no Mercado de Trabalho: Atuação, Importância e Fatos

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Mulher no Mercado de Trabalho: Atuação, Importância e Fatos

A luta da mulher no mercado de trabalho não é recente. Mas será que se trata apenas de uma disputa por equidade de gênero ou a atuação da mulher é relevante também no mundo dos negócios?

Pois é justamente sobre isso que iremos discutir aqui, mostrando os dados oficiais de órgãos conceituados que falam sobre a atuação feminina no mercado de trabalho.

Portanto, é melhor se despir de qualquer preconceito e conferir com os próprios olhos que não se trata de mimimi do universo feminino.

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Importância da mulher no mercado de trabalho

Segundo dados de 2019 do IBGE, no Brasil, as mulheres representam 51,8% da população total, ou seja, cerca de 106,5 milhões de pessoas. 

Apesar do gênero ser maioria populacional, o mercado de trabalho ainda é um ambiente de controvérsias para as mulheres.

Dados de 2016 mostraram que 18,1% das mulheres dedicavam horas semanais para cuidados de outras pessoas e afazeres domésticos, contra 10,5% dos homens. 

Outro dado alarmante sobre a desigualdade entre os gêneros está no rendimento habitual médio mensal de todos os trabalhos: enquanto os homens atingem uma média de R$ 2.306,00, as mulheres apontaram uma média de R$ 1.764,00.

Com toda esta desigualdade, por que a mulher é importante no mercado de trabalho? Pois, segundo uma pesquisa conduzida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2017, se todos países do mundo (não somente os países do G20) fizessem esforços para reduzir a lacuna entre gêneros, isso representaria um aumento da força de trabalho em 204 milhões de pessoas em 2025. 

A pesquisa estima que isso poderia gerar às receitas tributárias um valor de US$ 1.5 trilhões.

Evolução da mulher no mercado de trabalho

Se pensarmos do ponto de vista histórico, a mulher já passou por uma considerável evolução no que diz respeito ao mercado de trabalho. 

De donas de casa, que cuidavam da prole e tinha a obrigação de cumprir com os afazeres domésticos, passaram a fazer parte das primeiras fábricas, durante a Revolução Industrial. 

Depois disso, veio a conquista pelo direito ao estudo, algo que para a geração dos anos 2000, chega a ser inacreditável.

Por fim, no Brasil, a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) contemplou um espaço maior para a participação da mulher no mercado do trabalho. No entanto, nem só de CLT vive o mundo dos negócios.

Fatos sobre as mulheres no mercado de trabalho

A participação da mulher no mercado de trabalho apresenta informações interessantes, segundo dados do IBGE em 2020.

  • Apesar das cotas indicadas por lei, as mulheres ocupam apenas 11,3% das cadeiras em exercício no Congresso Nacional. Em 2017, o Brasil ocupava a 152ª colocação entre os 190 países do mundo com 10,5% dos cargos parlamentares ocupados por mulheres, o pior percentual entre os países sul americanos.
  • Já no efetivo ativo das polícias militar e civil, as policiais mulheres representavam 13,4% do total.
  • Por outro lado, no meio corporativo, em 2016, apenas 39,1% dos cargos gerenciais eram ocupados por mulheres. Independentemente da faixa etária pesquisada, o percentual de homens em cargos gerenciais sempre foi maior.

O Relatório sobre Desigualdade de Gênero do Fórum Econômico Mundial, lançado em 2020, aponta uma evolução na presença da mulher no mercado de trabalho. Mas ainda há um longo caminho para que a igualdade seja de fato presenciada.

Os dados do relatório compreendem o período de 2006 a 2020, uma evolução lenta que, se permanecer dessa forma, demonstra que só alcançaremos a igualdade de gênero em 257 anos. Assustador, não é mesmo? 

Conquistas femininas no mercado de trabalho

Em meio a estes fatos sobre a realidade da mulher no mercado de trabalho, não podemos deixar de exaltar as conquistas feministas. Veja este apanhado histórico do cenário brasileiro.

  • 1887: Primeira mulher graduada no Ensino Superior. Ela foi precursora no direito das mulheres ao estudo.
  • 1943: A Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) concedeu às mulheres a possibilidade do vínculo empregatício.
  • 1988: A promulgação da Constituição Federal garantiu a proteção do público feminino no mercado de trabalho por meio da CLT.

É inegável que a CLT garantiu direitos a todos os trabalhadores, mas o público feminino teve conquistas que perduram até hoje. Entre elas há vários direitos concedidos às mulheres ligados diretamente à maternidade, tais como a licença-maternidade de 120 dias acrescida do salário-maternidade pelo mesmo período e estabilidade de emprego durante a gestação.

Mas lembre-se de que o mundo.CO não está alicerçado na CLT e a participação da mulher no mercado de trabalho vai muito além das garantias da legislação. 

Em pesquisa conduzida pelo Boston Consulting Group (BSG) em 2017, dados apontaram que a diversidade, incluindo a de gênero, em seis esferas são capazes de garantir inovação aos negócios.

Mais do que isso: a pesquisa ainda demonstrou que ao substituir 2,5% dos homens em cargos de chefia por mulheres representou o aumento de 1% da inovação no ambiente organizacional.

Em resumo, a presença da mulher no mercado de trabalho é sinônimo de representatividade, diversidade e inovação nas empresas, ou seja, já está mais do que na hora das empresas admitirem que o popularmente chamado de ‘sexo frágil’ é forte e capaz suficiente para assumir qualquer posição. 

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Conclusão

Os dados demonstram que, quando há igualdade de oportunidades, a presença da mulher no mercado de trabalho é sinônimo de representatividade, diversidade, mas principalmente, inovação.

E quem vive no mundo.CO sabe que inovação representa também lucratividade para o mundo empresarial. A mulher na alta gestão garante aos negócios rentabilidade e uma perspectiva inovadora e inclusiva.

Os dados que afastam as mulheres da igualdade com os homens no mundo dos negócios têm muita relação com o fato da mulher gestar ou assumir o papel de mãe. 

No entanto, as mulheres continuam provando que a jornada tripla e a capacidade de ser multitarefa as tornam ainda mais potentes no mercado de trabalho.

Os tempos estão mudando (ainda bem) e o mundo precisa compreender que igualdade de gênero também significa que os benefícios relacionados à maternidade precisam ser concedidos aos homens na mesma intensidade. Quando os papéis dentro dos lares são executados em igual proporção, as oportunidades são oferecidas de maneira igual no mundo externo.

Cabe às empresas acordarem para essa realidade e fomentar a presença da mulher no mercado de trabalho. Os ganhos certamente serão mútuos.

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Sobre a autora

Juliana Guimarães é paulistana de coração e brasiliense de carteirinha, participou ativamente do processo de aceleração do movimento empreendedor no nosso quadradinho. Especialista em transformar ideias em negócios viáveis, é co-fundadora do 55Lab.co, o qual nasceu como 4Legal, o primeiro coworking de Brasília, responsável pela tração do ecossistema empreendedor na região.

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