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Redes, relações quentes e consumo consciente: quem é você nessa história?

nas redes, quem é você nessa história?

Precisamos falar sobre uma realidade que já começou

Não sou mãe Diná, mas estou aqui para falar sobre o futuro. Isso mesmo. Nesta última semana, temos estudado muito sobre as tendências que vamos encontrar quando essa realidade de distanciamento e isolamento terminar. A “normalidade” vai ser muito diferente. Já tratamos de algumas dessas tendências no post passado. (Corre aqui para ler).

Como a capacidade de articular em rede e fortalecer a sua comunidade pode ser um fator decisivo para a adaptação da nova realidade? Afinal, precisamos sair na frente para conseguir ter sucesso e não perder uma onda importante.

As mudanças não começaram por causa da pandemia, elas só foram aceleradas.

E, além disso, vieram para ficar. Trocas de hábitos de consumo, reconfiguração de espaço de trabalho, reconfiguração do varejo, alterações substanciais em logística e educação. Assim, a situação ainda passa – e isso impacta em absolutamente em toda a cadeia – pelo formato e relações de trabalho. 

Dessa forma, eu quero expressar essa capacidade de articulação em rede e como ela pode te ajudar a se preparar para continuar produzindo e crescendo independente do que vai acontecer economicamente. 

Primeiramente, vamos começar explicando sobre o que é conceito de rede. 

É quando você toma consciência de quais são os seus interesses, os seus valores, o que você quer, para onde quer ir e, principalmente, como e com quem você quer chegar. Na hora que identificamos isso, começamos a perceber quem são as pessoas que pensam como nós, agem de maneira semelhante e podem complementar com o que temos de capacidades e habilidades já desenvolvidas. 

Por que isso vira um botão de turbo na adaptação? 

1) Duas cabeças pensam melhor do que uma. Então, se você já faz parte de uma rede, por menor que ela seja, mas que se tenha uma relação de confiança para compartilhar tudo com transparência, com certeza vai ter feedbacks e ideias que vão corroborar para o que já foi implementado. 

2) É possível fazer o compartilhamento para melhores práticas. Assim, não precisa ir mais na tentativa e erro. Ou seja, somos capazes de ir aprendendo com a experiência do outro. Isso reduz tempo e, obviamente, riscos. Nesse momento, é crucial e fator decisivo para um sucesso ou não. Mas para fazer isso, a gente também precisa perceber qual é e como funciona o nosso ambiente de trabalho. 

Ah, e essas dicas são válidas não só para quem está empreendendo, mas também para as pessoas que colaboram dentro de alguma empresa pública ou privada. 

Quando olhamos para o nosso aspecto de trabalho, é possível identificar duas redes: 

Rede fria — vem de organograma. Construída por meio de cargos e hierarquias. É uma relação que existe e foi “imposta”.  

Rede quente essa é formada no cafezinho, happy hour, no almoço, nas sessões de relaxamento no meio do dia. Vem por meio da iniciativa das pessoas e que identificam entre elas os seus objetivos comuns. Normalmente, é daí que saem as ideias mais inovadoras e criativas, com bases simples e replicáveis.

A comunicação simples também é fundamental. Quando pensamos no sucesso ou não de um projeto ou venda, essa questão está ligada ao fluxo de processos. E esse está intimamente conectado ao fluxo de informação. 

Também precisamos falar de nós. Geralmente, uma rede pode ter três tipos de nós:

  • Nó central: tem muitas conexões, conhece todo mundo, tem gente com ele, mas pode ser que apenas uma pessoa fique sobrecarregada. 
  • Nó periférico: poucas conexões e pode ficar no isolamento. 
  • Nó ponte: ele que faz a conexão entre os nós. 

O grande lance é que esses nós não são fixos. Você pode estar dentro de uma micro comunidade como um nó periférico e dentro de outro como central, por exemplo. Como empreendedores, colaboradores ou empresários, precisamos entender esses nós e os nossos papéis dentro dele. E isso vai além de qualquer indicador de desempenho, por exemplo (alô, RH). 

Isso está mudando, mas ainda não se concretizou porque é algo difícil a se fazer. Precisamos avaliar que coletivo é definido por indivíduos. Mas o indivíduo não é definido pelo coletivo. É importante olhar para as pessoas.

E aquele lance do capitalismo consciente? 

Não é novo, mas vai ficar cada vez mais acelerado daqui pra frente. Mas algumas empresas já estão preparadas para aquele negócio de ter um propósito maior na companhia. 

Mas vamos mandar a real aqui: 

– Do que adianta ter todo um discurso de propósito maior, se essas mesmas empresas não conseguem desdobrar isso para todas as suas relações? 

– Do que adianta falar que se tem consciência, mas ao mesmo tempo, ser uma companhia que instituiu uma área de compras que faz pagamento em 120,180, 220 dias? Esse tipo de negociação quebra o pequeno e médio fornecedor.

– Do que adianta fabricar álcool em gel durante a pandemia, se usam a mulher como objeto para a venda por convencimento?

– Do que adianta dizer que acolhe os colaboradores e ter pouca diversidade? 

São coisas que quando a gente começa a articular, entende melhor o que é esse capitalismo consciente e já consegue se encaixar nesse cenário. Então, participar de uma rede te traz benefício. Afinal, você ganha velocidade, possibilidade de melhores práticas, diminui seus riscos e, consequentemente, os custos. 

Bônus: se você acha que o futuro é remoto; acredita na diversidade de opiniões; pensamentos; aposta em uma rede que te dá segurança para poder trocar dados sensíveis; e pensa no modelo de relações quentes; eu te faço um convite. Venha para o 55Lab Club. É só entrar no site, se cadastrar e preencher um formulário rápido pra saber se estamos na mesma vibe. 

Mas são poucas vagas, hein!?

Além disso, não deixe de acompanhar os nossos posts!

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Sobre a autora

Juliana Guimarães é paulistana de coração e brasiliense de carteirinha, participou ativamente do processo de aceleração do movimento empreendedor no nosso quadradinho. Especialista em transformar ideias em negócios viáveis, é co-fundadora do 55Lab.co, o qual nasceu como 4Legal, o primeiro coworking de Brasília, responsável pela tração do ecossistema empreendedor na região.

Além disso, contribui para o artigo: Suênia Dantas.

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