55TIPS

Relacionamento monogâmico é coisa do passado

Relacionamento monogâmico!? A moda agora é tudo junto e misturado

Atenção: antes de começar esse texto, vamos contextualizar. Estamos em março de 2020, em plena crise de coronavírus. Se você está lendo isso depois dessa data, é importante se atentar a esse detalhe. 

Estamos diante de uma crise mundial. Ao passo que todo mundo está trabalhando remotamente, no conhecido home office. As ruas estão vazias e, finalmente, a galera entendendo o impacto das ações individuais para o bem estar coletivo.

Por isso, é óbvio que eu não podia deixar de falar sobre como as mudanças de estratégias são importantes para a sobrevivência.

Não só em momentos de crise, mas para essas alterações mercadológicas que a gente enfrenta e que vai encarar daqui para frente, pois não sabemos como vai ser o futuro nesse mundo hiper conectado.

Mas e o que isso tem a ver com o texto de hoje?

Calma aí que vou chegar lá. 

Normalmente, nos negócios, temos relacionamento monogâmico.

Ou seja, ou você assume estratégias de empresas para empresas (B2B) ou de uma companhia que vende para pessoas (B2C).

Mas isso está velho, pessoal. É passado, já era.

Assim sendo, eu vou explicar o porquê.

Hoje, alguém pode fazer um vídeo sobre o seu produto ou serviço e detonar a sua marca, mesmo você sendo uma empresa que presta serviço para outras empresas. Foi-se a época em que a gente tinha alguma vantagem competitiva por ter esse tipo de foco. Então, agora é a hora de um menáge mesmo. Chega de relacionamento monogâmico!

Ou seja, temos que adotar uma estratégia em que você seja uma empresa que foca em prestação de serviços para outras pessoas. Tem que se ligar em quem compra a sua solução e em quem usa isso lá na ponta, que são as pessoas. Para este último grupo, o modus operandi é diferente de uma companhia. Em outras palavras, eles têm vontades, desejos, percepções e opiniões. 

Em momentos de crise, como esse, precisamos resolver todas as questões operacionais para saber a melhor forma de se sobressair. Então, isso vai fazer com que a gente, como indivíduo, olhe as movimentações de mercado e entenda qual é o nosso posicionamento dentro da companhia que trabalhamos.

E mais:

Nos negócios, se você empreende ou é empresário, para se adequar às mudanças deve colocar uma lente de aumento em todos os públicos que fazem parte da sua cadeia produtiva. Ou seja, observar como eles geram valor para o seu consumidor final, independente se é um negócio ou uma pessoa. 

Em resumo, é preciso olhar para esses dois participantes como um grupo de pessoas que têm interesses, desejos, vontades próprias e que, naquele momento, têm sinergia com os negócios.

Lá no 55Lab, sempre nos baseamos na construção em rede, geração de resultados pelo poder de execução, ou seja, de entrega, de pessoas diferentes. Mas isso não quer dizer que a gente não fale com as empresas e tenha contratos empresariais.

O grande lance é por uma lente de aumento nessas companhias e entender quem é a pessoa que está por trás dali. Mais do que isso: analisar como podemos ajudá-las a darem um match nas suas perspectivas e nos negócios que estão rolando. Porque aí, sim, eu digo que é sucesso garantido. Os resultados aparecem!

Essa é a dica de hoje. Portanto, se você, hoje, está numa companhia ou tem um negócio, com uma estratégia monogâmica, está na hora de mudar. E, neste caso, pode ser a solução.  

__________________________________________________________________________________________________________________________

Sobre a autora

Juliana Guimarães é paulistana de coração e brasiliense de carteirinha, participou ativamente do processo de aceleração do movimento empreendedor no nosso quadradinho. Especialista em transformar ideias em negócios viáveis, é co-fundadora do 55Lab.co, o qual nasceu como 4Legal, o primeiro coworking de Brasília, responsável pela tração do ecossistema empreendedor na região.

Ao longo dos anos, pivotou seu modelo de negócios, criando empresas como o Acelere.me (primeira pré-aceleradora do DF), a Kickoffee (primeira anticafeteria), A Casa (coworking de nicho para empresas de tecnologia), Kunk Club (empresa de produtos de lifestyle subversivo) e, O Pavilhão (coletivo criado em parceria com a Perestroika). Ao mesmo tempo, participou da criação e/ou tração de várias outras empresas na região como NubeHub, Yolo, Prezz Comunicação, Capital Empreendedora e atendeu multinacionais que estavam começando suas operações locais como UBER e Cabify. Trabalhando com foco na aproximação de players da academia, do governo, da sociedade civil e da cena privada, estimulou a cena empreendedora local.

Simultaneamente, à frente do braço de consultoria corporativa do 55Lab, já atendeu empresas dos mais diferentes segmentos a inovar em seu processo de gestão, tracionar vendas, reposicionar-se no mercado, melhorar relacionamento com seus stakesholders, desenvolver novos negócios e planejar e implementar projetos de expansão. Dentre as empresas atendidas, estão: BRB, Casa Thomas Jefferson, CEB DIS, Caixa Econômica Federal, UBEC, SEBRAE, OAB, UCB, entre outras.

Além disso, contribui para o artigo: Suênia Dantas.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.